Isaura, adeus!
Negra a fonte, como convém... Foi-se minha colaboradora de tantos anos.... Morreu quando eu não estava aqui em Porto. Soube quando já havia se passado um dia : ingeriu medicação em dobro e não voltou mais a si. A dor estava insuportável, disse-me a nora ao telefone.E ela ainda queria alcançar mais uns anos, fazer reforma na casa, ver seu filho mais moço alcançar a maioridade.... Não deu.
A última vez que a vi estava uma folha seca,lutando ainda para vencer esta miserável doença que não dá trégua, que tripudia os que são acometidos por ela e que é um fardo insuportável, desalentador.
Tudo foi feito. Mas Isaura não venceu a batalha. Assim como Denise que saiu de cena da mesma forma.
Estrago nas famílias com estas perdas; estrago na gente que conviveu com elas...TRISTEZA.
Penso se não serão estas mortes uma preparação para a nossa própria aceitação do irrevogável:
Se elas partiram assim tão cedo, uma com 47 outra com 55, quem somos nós, aos quase 70 para nos iludirmos com uma sobrevida mega? Nós já estamos no lucro; é chegada a hora da nossa preparação.
afastamento


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